segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Temor ao Senhor


  Salmo 25

O temor leva à obediência. Todo aquele que decide ser obediente ao Senhor, torna-se íntimo d’Ele. Não há relacionamento com Deus sem obediência à sua palavra. No verso 12 do Salmo 25, Davi pergunta: “quem é o homem que teme o Senhor?” Ele faz uma pergunta retórica. Logo, mostra o resultado daquele que vive sob o governo de Deus:

  •          Deus conduz (vs12b): quando as bifurcações na estrada da vida surgem, aquele que teme o Senhor é guiado no caminho certo. A dúvida, o medo, a ansiedade são supridas pela Onipotência de Deus, que pode todas as coisas. Nada há impossível para Ele. Quem teme o Senhor, deixa-se ser guiado pelo Espírito Santo. Não toma atitudes segundo a sua vontade.
  •          Prosperidade (vs 13a): Davi diz VIVERÁ em prosperidade. O sentido aqui não é ganhar dinheiro ou bens materiais, porém, progresso, perseverança, avanço. É ser bem sucedido em tudo o que fizer, sempre lutando com a força do próprio Deus. É ter equilíbrio financeiro, emocional e espiritual.
  •          Filhos abençoados (13b): para que os filhos “herdam a terra”, é necessário que os pais plantem boas sementes no reino espiritual. O temor ao Senhor é princípio de sabedoria. Quem deseja filhos obedientes, deve ser obediente. Quem deseja filhos separados do mundo, deve temer ao Senhor, fazendo a Sua vontade. Todos os pais querem deixar um legado para os filhos, quer seja material, emocional, espiritual, de tradições etc. Quando Davi menciona “herdar a terra”, ele contempla bênçãos em todos os sentidos, usando um termo da época em que o povo hebreu saiu do Egito, passou pelo deserto e foi em conquista de Canaã. Ou seja, tempo de crise, tempo de aprendizado e tempo de paz.
  •          Intimidade (vs14a): ninguém conta segredo a outro caso não tenha intimidade. Nessa ótica, Davi mostra o quão Deus se interessa em relacionar-se com o homem. Deus tem prazer quando alguém depende inteiramente d’Ele. O nome disso é FÉ. A proporção de fé é medida na mesma proporção em que a usamos. Quanto mais usamos, mais nos aproximamos de Deus, mais aprendemos Sua vontade, mais nossa fé aumenta. É uma corrente e seus elos, que vão se interligando. Assim, fé não é o simples fato de mencionar o nome de Deus e colocá-lo como um amuleto contra algum problema, mas entregar-se a um relacionamento cada vez mais íntimo.
  •          Eternidade (vs14b): aqui está o propósito de tudo: salvação. Aliança com Deus não é para ser quebrada. Deus não tem prazer no divórcio entre um casal exatamente por se tratar de uma comparação com a eternidade. Jesus é o noivo e a igreja (cada salvo em Cristo) a noiva. Esse pacto tem como “lua de mel” a eternidade da salvação. O Senhor pagou um alto preço para restaurar essa (nova) aliança (seu próprio sangue), que fora quebrada no jardim do Éden. 


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         "Vem minha noiva" - diz o Senhor.

       Herison.


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