segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Meu nome
Ao lermos I e II Crônicas ou Números pensamos: pra que tanto nome? Em que isso vai me edificar?
Lembro-me do dia em que meu nome saiu no Diário Oficial, informando o chamado após aprovação em concurso público. A sensação foi estranha. Meu coração bateu tão forte que achei que fosse passar mal. Entretanto, que alegria ver meu nome numa convocação pública. Quantas pessoas gostariam de ter seus nomes inscritos lá! Que privilégio o meu!
“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”.
Apocalipse 3:5
Pude tirar algumas conclusões da leitura de livros como Números ou Crônicas:
· Deus se importa com todos, individualmente. O trato do Senhor conosco é igual senha: pessoal e intransferível;
· Por mais que pareça cansativo e sem proveito, tudo o que Deus faz é proveitoso e gera fruto. A perseverança em ler tais livros leva-me a entender a necessidade de se prosseguir na caminhada;
· Deus quer o meu (o seu) nome no livro da vida. Porém, necessário é, antes, VENCER. Esta vitória não está baseada em conquistas pessoais, como comprar um carro novo ou uma casa nova, mas em permanecer fiel ao Senhor.
É assim: o trato que Deus quer ter contigo é pessoal e íntimo. Ele te chama pelo nome. Ele conhece você desde o ventre. Persevere em buscá-lo e terás o nome inscrito no livro da vida.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Só o filé
Josué 5:6 – “Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto,
até se acabar toda a nação, os homens de guerra, que saíram do Egito, e não
obedeceram à voz do Senhor; aos quais o Senhor tinha jurado que lhes não havia
de deixar ver a terra que o Senhor jurara a seus pais dar-nos; terra que mana
leite e mel”.
Certa ocasião, ouvi de um antigo líder:
“Herison, você perdeu o filé”. Ele estava fazendo menção a tudo o que o
ministério de louvor, do qual fiz parte durante muito tempo, estava colhendo de
bom, enquanto eu, por causa de pecado, tive que me afastar. Lembro o quanto
minha alma doeu, uma vez que amava tanto o ministério.
Lembro-me de alguns pequenos conselhos
que desprezei e de momentos e situações que poderiam ter sido evitados, uma vez
que, além de trazerem satisfações momentâneas desagradariam ao Senhor. Perderia
muitas bênçãos e momentos legais de comunhão...
Como excelente remédio, Deus dá o
tempo. Tempo para chorar. Para repensar. Para refletir, para se arrepender,
para refazer e recomeçar. Recordo-me de um momento triste, onde um pastor
estava numa tremenda crise financeira. Após a “lavagem de roupa” em meio à
reunião de líderes, foi exposto que o homem de Deus estava tão mal
espiritualmente falando que até voltara (ou começara) a fumar. Ao final da
reunião, dirigiu-se à porta de saída. Parou por um instante e contemplou a
igreja. Ninguém ao seu redor. Acredito que até ele tinha a sensação de solidão,
que o próprio Deus não estava presente. Fato é que o pecado (não o fato de
fumar, mas a falta de vida com o Senhor) o levou àquela situação. Hoje, graças
a Deus, está em pé outra vez, pastoreando. Glória a Deus!
Deus tem uma mesa farta. Preparada. Mas
a verdade é que os “privilegiados” não querem desfrutar das bodas do Noivo.
Será que Ele terá de chamar os menos afortunados? O próprio Deus se incumbiu de
não permitir aqueles que saíram do Egito de não entrarem na terra prometida. Por
quê? DESOBEDIÊNCIA. Há leite e mel a serem jorrados na vida dos que pagam o
preço do amor ao Senhor.
Em tempos de
apostasia, o amor (ato de decidir por alguém) se esfriará. Os princípios de
Deus se tornarão banais. O sexo antes do casamento, o respeito aos pais, não
roubar, não adulterar serão coisas ultrapassadas e de pessoas caretas. O rombo
no coração estará cada vez maior e as pessoas procurarão “coisas” para suprir a
carência da presença de Deus.
Como diz Pedro: andai em
temor, durante a vossa peregrinação (na terra) – I Pedro 1:17.
Nosso lar não é aqui!!!
Prossigamos em conhecer e fazer a vontade daquele que nos criou.
Suas bênçãos simplesmente nos acompanharão.
Busque enquanto se pode achar.
Um devocional em forma de desabafo.
Em Cristo,
Herison.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Quando as pedras clamam
Lucas 19:39-40 – “Alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus:
Mestre, repreende os teus discípulos! Eu lhes digo, respondeu ele, se eles se
calarem, as pedras clamarão”.
Já
me encontrei em algumas situações onde, num ímpeto de emoções, falei coisas que
transmitiam revolta, ira, justiça própria, ditas na presença de pessoas não
crentes. Pra completar a situação, alguém, mesmo sem a identidade cristã, tinha
uma atitude calma, reflexiva, de maturidade e boa aparência.
O
que quero mostrar não é a questão de uma pessoa ser ou não religiosa, mas, o o
quão é importante o testemunho daquele que se diz representante de Cristo. A
religião impõe uma superficialidade, denominada SEPULCRO CAIADO (Mateus 23:27),
onde a aparência é mais valiosa que a cura e a liberdade. Para representarmos
algo ou alguém, precisamos de IDENTIDADE, onde a legitimação se dá através do
RELACIONAMENTO (nesse caso, com Jesus e seu sangue). Em certa ocasião, alguns
homens tentaram expulsar um demônio e usaram o nome do Cristo que Paulo pregava
(Atos 19:13-16), ou seja, eles não conheciam a fonte do poder, não tinham
intimidade e, consequentemente, identidade. Obviamente não obtiveram êxito na
empreitada.
Existe
uma série de fatores extremamente interligados. Assim como, ao nascer,
recebemos traços físicos e, com o tempo, emocionais, culturais, intelectuais de
nossos pais, com Deus é a mesma coisa. Nascemos à sua imagem e semelhança, mas
precisamos ter relacionamento para adquirirmos seus traços. Ao aceitar o
senhorio de Cristo, uma pessoa entra num novo ciclo, onde tudo se torna novo.
Atitudes, pensamentos, emoções, decisões serão baseadas na VONTADE SOBERANA de
Deus. Passe-se a viver uma vida de “morte”, onde já não há mais vontade
própria, entretanto, obtém-se a melhor escolha, vinda de Deus, sempre (Romanos
12:2).
Assim,
não há como ter essa mudança de vida sem mostrá-la a outras pessoas. O grande
propósito de Deus é redimir a humanidade. O sacrifício foi feito. Agora é a vez
dos VERDADEIROS DISCÍPULOS clamarem. Quem precisa ter a primeira atitude
correta é o discípulo de Cristo. Quem deve ser o primeiro a estender a mão para
o necessitado, independentemente de este ser cristão ou não, é o discípulo de
Cristo. O primeiro a agir contra o suborno é o discípulo de Cristo. O único a
não difamar o chefe é o discípulo de Cristo.
É tempo de clamar. Clama quem é
discípulo. Discípulo segue os passos do Mestre e faz o que Ele manda.
Não deixe as pedras clamarem...
Em Cristo,
Herison.
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II Coríntios 3:18 - "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor". |
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Cada vez mais poderoso
II Crônicas 27:6 – “Jotão tornou-se cada vez mais poderoso, pois andava
firmemente segundo a vontade do Senhor, o seu Deus”.
Jotão foi um rei
aguerrido. Lutou, guerreou, reformou o templo, fez amplos trabalhos no muro, na
colina de Ofel. Aparentemente, este rei não temia em prosseguir com seus
trabalhos, uma vez que ele fazia o que era aprovado por Deus, porém, o povo
continuava em suas práticas corruptas. Assim, andando firmemente na vontade do
Senhor, Jotão crescia e se tornava cada vez mais poderoso.
Num tempo em que as
coisas caminhavam pra um lado, o rei ia pra outro. Se o povo estava preocupado
com seus próprios desejos, buscando sua própria vontade e pecando contra o
Senhor, Jotão fazia a santa vontade de Deus. Se o povo era idólatra, Jotão
adorava ao único e verdadeiro. Se o povo era corrupto, Jotão era verdadeiro,
pois seguia a Verdade. Jotão representa o cristão verdadeiro.
O cristão verdadeiro não
se deixa conduzir pelo modismo, pelos homens, por seus desejos. O cristão
verdadeiro é abençoado (torna-se poderoso). Alguns dos significados de poderoso
são: intenso, importante, influente e rico. Essas qualidades vem para que o
nome do Senhor seja glorificado. Deus faz com que um servo fiel dele cresça
para que outras pessoas o conheçam.
Num âmbito mais prático,
o cristão verdadeiro também se torna “poderoso” em tudo o que faz (Salmo 1:3).
O termo poderoso está ligado a prosperidade, crescimento. Um músico, um médico,
um servidor público, um motorista, um policial, um empresário, que sirva ao
verdadeiro Deus, torna-se poderoso quando é excelente. A pessoa que serve ao
Senhor deve ser sempre excelente em tudo o que faz. Entretanto, se for cristão
verdadeiro, jamais deixará a glória ser sua, senão daquele que o abençoou. Não permitirá
que o “poder” o corrompa, mas fará dele um sacerdócio agradável a Deus.
Se o poder que o Senhor outorgou
é exercido como um sacerdócio, quer seja na igreja em ministérios, quer seja no
trabalho secular, na família ou em qualquer outro lugar, Deus derramará mais e
haverá prosperidade no sentido bíblico – crescimento de forma sadia
espiritualmente falando.
Em Cristo,
Herison.
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