quinta-feira, 17 de março de 2016

Poda





          
         Uma vida com Deus nunca será feita somente de ganhos. Talvez, até em sua maioria, por perdas. Fato é que o evangelho, muitas vezes, mostra-nos caminhos de renúncia, entrega, abdicação e até morte.

João 15: 2 – “Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda”.

            Jesus deixou toda a sua glória para que o propósito de Deus fosse cumprido fidedignamente. Não houve falhas. Não foram 99%. Não foi conforme a vontade de Jesus (enquanto homem). O Senhor abriu mão de tudo, por um propósito.
            O texto de João mostra duas situações: o da frutificação e o da esterilidade. Ambos, entretanto, falam de perdas.
O primeiro, fala da perda (esterilidade) pela falta de atitude, uma vez que já está enxertado na oliveira verdadeira e já sabe o que fazer, já tem a verdade revelada, mas é omisso quanto ao chamado. Essa perda resulta na separação de Deus.
A segunda perda, porém, trata daquilo que há em nós, mas que atrapalha o frutificar de boas obras. São coisas ilícitas, como adultério, prostituição, ira, como também coisas lícitas, que podem roubar tempo de qualidade com Deus. Essa perda sempre resultará em mais comunhão e intimidade com os céus.

Qual tem sido a sua perda?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Meu nome



Ao lermos I e II Crônicas ou Números pensamos: pra que tanto nome? Em que isso vai me edificar?

Lembro-me do dia em que meu nome saiu no Diário Oficial, informando o chamado após aprovação em concurso público. A sensação foi estranha. Meu coração bateu tão forte que achei que fosse passar mal. Entretanto, que alegria ver meu nome numa convocação pública. Quantas pessoas gostariam de ter seus nomes inscritos lá! Que privilégio o meu!


“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”.
Apocalipse 3:5

Pude tirar algumas conclusões da leitura de livros como Números ou Crônicas:

· Deus se importa com todos, individualmente. O trato do Senhor conosco é igual senha: pessoal e intransferível;

· Por mais que pareça cansativo e sem proveito, tudo o que Deus faz é proveitoso e gera fruto. A perseverança em ler tais livros leva-me a entender a necessidade de se prosseguir na caminhada;

· Deus quer o meu (o seu) nome no livro da vida. Porém, necessário é, antes, VENCER. Esta vitória não está baseada em conquistas pessoais, como comprar um carro novo ou uma casa nova, mas em permanecer fiel ao Senhor.


É assim: o trato que Deus quer ter contigo é pessoal e íntimo. Ele te chama pelo nome. Ele conhece você desde o ventre. Persevere em buscá-lo e terás o nome inscrito no livro da vida.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Só o filé



Josué 5:6 – “Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto, até se acabar toda a nação, os homens de guerra, que saíram do Egito, e não obedeceram à voz do Senhor; aos quais o Senhor tinha jurado que lhes não havia de deixar ver a terra que o Senhor jurara a seus pais dar-nos; terra que mana leite e mel”.


            Certa ocasião, ouvi de um antigo líder: “Herison, você perdeu o filé”. Ele estava fazendo menção a tudo o que o ministério de louvor, do qual fiz parte durante muito tempo, estava colhendo de bom, enquanto eu, por causa de pecado, tive que me afastar. Lembro o quanto minha alma doeu, uma vez que amava tanto o ministério.
            Lembro-me de alguns pequenos conselhos que desprezei e de momentos e situações que poderiam ter sido evitados, uma vez que, além de trazerem satisfações momentâneas desagradariam ao Senhor. Perderia muitas bênçãos e momentos legais de comunhão...
            Como excelente remédio, Deus dá o tempo. Tempo para chorar. Para repensar. Para refletir, para se arrepender, para refazer e recomeçar. Recordo-me de um momento triste, onde um pastor estava numa tremenda crise financeira. Após a “lavagem de roupa” em meio à reunião de líderes, foi exposto que o homem de Deus estava tão mal espiritualmente falando que até voltara (ou começara) a fumar. Ao final da reunião, dirigiu-se à porta de saída. Parou por um instante e contemplou a igreja. Ninguém ao seu redor. Acredito que até ele tinha a sensação de solidão, que o próprio Deus não estava presente. Fato é que o pecado (não o fato de fumar, mas a falta de vida com o Senhor) o levou àquela situação. Hoje, graças a Deus, está em pé outra vez, pastoreando. Glória a Deus!
            Deus tem uma mesa farta. Preparada. Mas a verdade é que os “privilegiados” não querem desfrutar das bodas do Noivo. Será que Ele terá de chamar os menos afortunados? O próprio Deus se incumbiu de não permitir aqueles que saíram do Egito de não entrarem na terra prometida. Por quê? DESOBEDIÊNCIA. Há leite e mel a serem jorrados na vida dos que pagam o preço do amor ao Senhor.
            Em tempos de apostasia, o amor (ato de decidir por alguém) se esfriará. Os princípios de Deus se tornarão banais. O sexo antes do casamento, o respeito aos pais, não roubar, não adulterar serão coisas ultrapassadas e de pessoas caretas. O rombo no coração estará cada vez maior e as pessoas procurarão “coisas” para suprir a carência da presença de Deus.

Como diz Pedro: andai em temor, durante a vossa peregrinação (na terra) – I Pedro 1:17.

Nosso lar não é aqui!!!
Prossigamos em conhecer e fazer a vontade daquele que nos criou. Suas bênçãos simplesmente nos acompanharão.
Busque enquanto se pode achar.

Um devocional em forma de desabafo.

Em Cristo,

Herison.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Quando as pedras clamam

Lucas 19:39-40 –Alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus: Mestre, repreende os teus discípulos! Eu lhes digo, respondeu ele, se eles se calarem, as pedras clamarão”.

            Já me encontrei em algumas situações onde, num ímpeto de emoções, falei coisas que transmitiam revolta, ira, justiça própria, ditas na presença de pessoas não crentes. Pra completar a situação, alguém, mesmo sem a identidade cristã, tinha uma atitude calma, reflexiva, de maturidade e boa aparência.
            O que quero mostrar não é a questão de uma pessoa ser ou não religiosa, mas, o o quão é importante o testemunho daquele que se diz representante de Cristo. A religião impõe uma superficialidade, denominada SEPULCRO CAIADO (Mateus 23:27), onde a aparência é mais valiosa que a cura e a liberdade. Para representarmos algo ou alguém, precisamos de IDENTIDADE, onde a legitimação se dá através do RELACIONAMENTO (nesse caso, com Jesus e seu sangue). Em certa ocasião, alguns homens tentaram expulsar um demônio e usaram o nome do Cristo que Paulo pregava (Atos 19:13-16), ou seja, eles não conheciam a fonte do poder, não tinham intimidade e, consequentemente, identidade. Obviamente não obtiveram êxito na empreitada.
            Existe uma série de fatores extremamente interligados. Assim como, ao nascer, recebemos traços físicos e, com o tempo, emocionais, culturais, intelectuais de nossos pais, com Deus é a mesma coisa. Nascemos à sua imagem e semelhança, mas precisamos ter relacionamento para adquirirmos seus traços. Ao aceitar o senhorio de Cristo, uma pessoa entra num novo ciclo, onde tudo se torna novo. Atitudes, pensamentos, emoções, decisões serão baseadas na VONTADE SOBERANA de Deus. Passe-se a viver uma vida de “morte”, onde já não há mais vontade própria, entretanto, obtém-se a melhor escolha, vinda de Deus, sempre (Romanos 12:2).
            Assim, não há como ter essa mudança de vida sem mostrá-la a outras pessoas. O grande propósito de Deus é redimir a humanidade. O sacrifício foi feito. Agora é a vez dos VERDADEIROS DISCÍPULOS clamarem. Quem precisa ter a primeira atitude correta é o discípulo de Cristo. Quem deve ser o primeiro a estender a mão para o necessitado, independentemente de este ser cristão ou não, é o discípulo de Cristo. O primeiro a agir contra o suborno é o discípulo de Cristo. O único a não difamar o chefe é o discípulo de Cristo.
            É tempo de clamar. Clama quem é discípulo. Discípulo segue os passos do Mestre e faz o que Ele manda.

            Não deixe as pedras clamarem... 

       Em Cristo,



       Herison.

II Coríntios 3:18 - "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor".



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cada vez mais poderoso




II Crônicas 27:6 – “Jotão tornou-se cada vez mais poderoso, pois andava firmemente segundo a vontade do Senhor, o seu Deus”.


            
                Jotão foi um rei aguerrido. Lutou, guerreou, reformou o templo, fez amplos trabalhos no muro, na colina de Ofel. Aparentemente, este rei não temia em prosseguir com seus trabalhos, uma vez que ele fazia o que era aprovado por Deus, porém, o povo continuava em suas práticas corruptas. Assim, andando firmemente na vontade do Senhor, Jotão crescia e se tornava cada vez mais poderoso.
            Num tempo em que as coisas caminhavam pra um lado, o rei ia pra outro. Se o povo estava preocupado com seus próprios desejos, buscando sua própria vontade e pecando contra o Senhor, Jotão fazia a santa vontade de Deus. Se o povo era idólatra, Jotão adorava ao único e verdadeiro. Se o povo era corrupto, Jotão era verdadeiro, pois seguia a Verdade. Jotão representa o cristão verdadeiro.
            O cristão verdadeiro não se deixa conduzir pelo modismo, pelos homens, por seus desejos. O cristão verdadeiro é abençoado (torna-se poderoso). Alguns dos significados de poderoso são: intenso, importante, influente e rico. Essas qualidades vem para que o nome do Senhor seja glorificado. Deus faz com que um servo fiel dele cresça para que outras pessoas o conheçam.
            Num âmbito mais prático, o cristão verdadeiro também se torna “poderoso” em tudo o que faz (Salmo 1:3). O termo poderoso está ligado a prosperidade, crescimento. Um músico, um médico, um servidor público, um motorista, um policial, um empresário, que sirva ao verdadeiro Deus, torna-se poderoso quando é excelente. A pessoa que serve ao Senhor deve ser sempre excelente em tudo o que faz. Entretanto, se for cristão verdadeiro, jamais deixará a glória ser sua, senão daquele que o abençoou. Não permitirá que o “poder” o corrompa, mas fará dele um sacerdócio agradável a Deus.

            Se o poder que o Senhor outorgou é exercido como um sacerdócio, quer seja na igreja em ministérios, quer seja no trabalho secular, na família ou em qualquer outro lugar, Deus derramará mais e haverá prosperidade no sentido bíblico – crescimento de forma sadia espiritualmente falando.

Em Cristo,

Herison.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Marta e Maria



Lucas 10:38-42 – “Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra. Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: "Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude! "Respondeu o Senhor: "Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

            Em minha caminhada cristã, presenciei muitas idas e vindas. Pessoas que chegaram a Cristo, pessoas que se desviaram. Vi homens referenciais se afastando do Senhor. Intrigas, religiosidade, falsidade, puxa-saquismos. Tudo que um “sistema religioso” dispõe desde sempre.
            Nesta caminhada, também me vi fazendo muitas destas coisas supracitadas...

          O texto nos fale de duas mulheres: Marta e Maria. A primeira estava preocupada com o social. O seu interesse era físico, emocional e carnal. Nada podia dar errado, pois ali estava o Rei Jesus! A segunda estava preocupada com o espiritual (Maria escolheu a BOA PARTE).
Quero refletir sobre algumas palavras desse texto:

Marta
  •         O recebeu em sua casa: estar envolvido com as coisas da igreja não significa estar aos pés de Jesus;
  •          Estava ocupada e inquieta: trabalho, faculdade, namoro, filho, cansaço, religião;
  •          Sozinha: é o sentimento que se estabelece no coração de uma pessoa religiosa.


Maria
  •          Ficou sentada: Maria se posicionou diante do Senhor;
  •          Ouvindo-lhe a palavra: nenhum cristão sobrevive sem a palavra de Deus;
  •          Escolheu: escolhemos todos os dias a quem servimos, qual caminho seguimos;
  •          Boa parte não será tirada: aquilo que VEM DE DEUS pra nossa vida não pode ser roubado por ninguém.


Marta e a Maria: podemos escolher a religião evangélica. Podemos escolher a Igreja Batista, Universal, Católica. Podemos escolher os prazeres do mundo, os vícios. Podemos escolher a religião e os compromissos sociais desta escolha (como Marta). Ou podemos escolher ESTAR AOS PÉS DE JESUS. Isto requer renúncia de todas as outras opções anteriores.


Qual você escolhe?

Em Cristo,

Herison.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Temor ao Senhor


  Salmo 25

O temor leva à obediência. Todo aquele que decide ser obediente ao Senhor, torna-se íntimo d’Ele. Não há relacionamento com Deus sem obediência à sua palavra. No verso 12 do Salmo 25, Davi pergunta: “quem é o homem que teme o Senhor?” Ele faz uma pergunta retórica. Logo, mostra o resultado daquele que vive sob o governo de Deus:

  •          Deus conduz (vs12b): quando as bifurcações na estrada da vida surgem, aquele que teme o Senhor é guiado no caminho certo. A dúvida, o medo, a ansiedade são supridas pela Onipotência de Deus, que pode todas as coisas. Nada há impossível para Ele. Quem teme o Senhor, deixa-se ser guiado pelo Espírito Santo. Não toma atitudes segundo a sua vontade.
  •          Prosperidade (vs 13a): Davi diz VIVERÁ em prosperidade. O sentido aqui não é ganhar dinheiro ou bens materiais, porém, progresso, perseverança, avanço. É ser bem sucedido em tudo o que fizer, sempre lutando com a força do próprio Deus. É ter equilíbrio financeiro, emocional e espiritual.
  •          Filhos abençoados (13b): para que os filhos “herdam a terra”, é necessário que os pais plantem boas sementes no reino espiritual. O temor ao Senhor é princípio de sabedoria. Quem deseja filhos obedientes, deve ser obediente. Quem deseja filhos separados do mundo, deve temer ao Senhor, fazendo a Sua vontade. Todos os pais querem deixar um legado para os filhos, quer seja material, emocional, espiritual, de tradições etc. Quando Davi menciona “herdar a terra”, ele contempla bênçãos em todos os sentidos, usando um termo da época em que o povo hebreu saiu do Egito, passou pelo deserto e foi em conquista de Canaã. Ou seja, tempo de crise, tempo de aprendizado e tempo de paz.
  •          Intimidade (vs14a): ninguém conta segredo a outro caso não tenha intimidade. Nessa ótica, Davi mostra o quão Deus se interessa em relacionar-se com o homem. Deus tem prazer quando alguém depende inteiramente d’Ele. O nome disso é FÉ. A proporção de fé é medida na mesma proporção em que a usamos. Quanto mais usamos, mais nos aproximamos de Deus, mais aprendemos Sua vontade, mais nossa fé aumenta. É uma corrente e seus elos, que vão se interligando. Assim, fé não é o simples fato de mencionar o nome de Deus e colocá-lo como um amuleto contra algum problema, mas entregar-se a um relacionamento cada vez mais íntimo.
  •          Eternidade (vs14b): aqui está o propósito de tudo: salvação. Aliança com Deus não é para ser quebrada. Deus não tem prazer no divórcio entre um casal exatamente por se tratar de uma comparação com a eternidade. Jesus é o noivo e a igreja (cada salvo em Cristo) a noiva. Esse pacto tem como “lua de mel” a eternidade da salvação. O Senhor pagou um alto preço para restaurar essa (nova) aliança (seu próprio sangue), que fora quebrada no jardim do Éden. 


"    
     
         "Vem minha noiva" - diz o Senhor.

       Herison.